PALESTRAS
  O líder e a gestão espiritual

Essa palestra objetiva tornar compreensível para a liderança empresarial o que é a espiritualidade humana, quais são seus fundamentos e contornos, bem como as oito competências necessárias para que a apliquemos na gestão de pessoas, objetivando construir um verdadeiro espírito de equipe, com conseqüente ampliação nos resultados materiais e humanos.
TESE: As empresas constroem bens (materiais e espirituais), bem como, valores, pessoas e resultados.

 

  “Os quatro pilares para uma liderança vencedora.”

“O lugar da crença, do poder, do olhar e da palavra para uma liderança vencedora.”

“Um desafiador equilíbrio entre a gestão de resultados e a gestão de valores.”

 

  1. Como um líder desenvolve uma equilibrada crença em si, no outro e na missão da empresa para o sucesso da gestão?
  2. Como um líder se beneficia do poder, convergindo equipes, por meio da diversidade, da diferenciação e do mérito, focando resultados materiais e humanos?
  3. Como um líder utiliza o olhar para ampliar horizontes em busca de caminhos e soluções estratégicas num clima organizacional saudável e criativo?
  4. Como um líder elabora palavras que articulam, esclarecem e formam o caráter da gestão, trazendo direção, confiança, integração e cooperação?
  5. Como ampliar a noção de trabalho, tornando-o produtor de bens materiais e bens espirituais?

 

 
 

  A gestão do poder

Questões temáticas:

1. O que um líder moderno precisa saber sobre o poder para dirigir uma empresa com sucesso e ética, alcançando resultados materiais e humanos numa perspectiva global?
2. E mais: Como exercer o poder sem destruir  a si mesmo, o outro, a empresa e o futuro do planeta?
3. Como a filosofia pode ajudar-nos a compreender o poder e as questões que o envolve?

Líderes no mundo inteiro estão envolvidos nas mais variadas questões concernentes ao exercício do poder na gestão empresarial, pública e privada, o que justifica, portanto, perguntar:

    • De quem é e qual a finalidade do poder?
    • Que tipo de relação existe entre o poder e a ética?
    • Um único parâmetro ético daria conta dos inúmeros conflitos de interesse que o poder engendra?
    • Como e quando conciliar autoridade, autoritarismo e democracia na gestão de pessoas?
    • Como executar o poder sem nele se perder? Quais os limites do poder?
    • Como é possível tomar decisões más sem se tornar mal ou ficar com a consciência culpada?
    • Quando ampliar a liberdade ou restringi-la?
    • Como concentrar poder ao mesmo tempo em que o difunde entre os liderados?
    • Qual a diferença entre firmeza e certeza no poder com a tirania que cega?
    • Como o poder fertiliza o campo para a diferenciação, a liberdade e as conquistas individuais, premiando o mérito e a entrega individual das pessoas aos desafios organizacionais?
    • Como equacionar a forma que o poder deve assumir numa organização com o nível de maturidade dos liderados?
 
 

  Descobrindo novos rumos para o clima organizacional

Esta palestra tem como objetivo mostrar às empresas a importância de um bom clima organizacional para a felicidade coletiva, a confiança, a criatividade, a cumplicidade e a coesão de todos para alcançarem os objetivos comuns.
Produzindo não apenas bens, serviços, processos ou capital, mas também pessoas e líderes mais evoluídos. A compreensão da diferença entre produzir bens materiais e bens espirituais é essencial para a construção de um clima organizacional positivo e a certeza de uma temporada de bons resultados, tanto materiais quanto humanos.


 


  A GESTÃO TRIBAL: UM CAMINHO LÚDICO PARA PENSAR NA GESTÃO ATUAL

A Gestão Tribal

Esta palestra pretende mostrar, de forma lúdica e não-preconceituosa, que não há tamanha diferença entre os atuais modelos de gestão e de “fazer’ liderança, alargadamente preconizados pelos ‘gurus’ da administração moderna, e as antigas culturas nativas do Brasil colônia, os denominados povos tribais e ‘selvagens’, também rotulados, erroneamente, de “indígenas”, com sua cultura característica: religiosidade, normas, sanções, punições, superstições, crendices, ritos de passagem, mérito, igualdade, diferenças e, finalmente, formas de dividir e exercer o poder, a liderança e as riquezas.

Embora as diferenças entre essas culturas tenham sido freneticamente demarcadas pelos colonizadores, de fato, o que houve, foi uma fusão e consequente absorção de comportamentos e práticas de uma com a outra. Dessa fusão nasceu o Brasil atual com suas contradições e estilo peculiar de falar, pensar, ver, comunicar e “fazer liderança”.

Caso se prove que as diferenças não são tão acentuadas quanto parece, pretende-se que se perceba, de forma crítica, questionadora e com humor, o quanto o ‘jeito’ como se lidera e se deixa liderar nos atuais estilos de gestão está permeado por rituais, crendices, superstições e sistemas de punições tão antigos quanto as nascentes que formam a complexa identidade do brasileiro.

Isto significa que os estilos de gestão considerados como modernos e inovadores apontam para o passado que nos constituiu, enquanto culturas que se fundiram, e não somente para o futuro e a suposta ideia inquestionável de progresso e pureza administrativa na gestão, que esconde preconceitos e erros estratégicos, mascarando a realidade e a visão que temos de nós mesmos e do ‘mundo – Brasil’ em que vivemos.

Esta palestra pretende alcançar esse objetivo de forma não-ofensiva, o que a analogia entre culturas diferentes e distantes permite como método de investigação. A analogia utiliza-se de outra cultura para pensar na própria, sem, contudo, menosprezar nem ridicularizar nenhuma delas.

 

 


  EMPREENDEDORISMO: O LUGAR DA CRENÇA, DO PODER, DO OLHAR E DA PALAVRA PARA A FORMAÇÃO DO “ESPÍRITO EMPREENDEDOR


Empreendedorismo

Esta palestra tem como meta mostrar o que é e como empreender com sucesso mediante capacitação, visão de oportunidades e inovação, para que se construam riquezas com sustentabilidade por meio de uma gestão evolutiva, voltada para resultados materiais e humanos.

PERGUNTAS INVESTIGATIVAS

  1. Como um empreendedor desenvolve uma equilibrada crença em si, no outro e no sonho do projeto a empreender com sustentabilidade, fortificando o “espírito” de equipe?
  2. Como um empreendedor deve utilizar o poder na gestão, convergindo equipes por meio da diferença, da diversidade e da diferenciação, premiando o mérito com foco nos resultados materiais e humanos, inspirado num planejamento estratégico realista e sólido?
  3. Como um empreendedor utiliza o olhar para ampliar horizontes no sentido de criar oportunidades de negócios, encontrar alternativas de capacitação para viabilizá-las, descobrir e desenvolver talentos para um coeso trabalho de equipe, construir soluções estratégicas objetivas, pavimentando, com isto, o presente para a concretização do sonho empreendedor, sem perder o foco, o que minimizará riscos?
  4. Como um empreendedor elabora palavras que comuniquem, articulem, esclareçam e formem o caráter e a missão da gestão, a dinâmica da equipe e a clareza decisória, o que trará confiança, integração, integridade e cooperação referenciando, consequentemente, a dimensão ética do empreendimento?
  5. Como ampliar a noção de trabalho, tornando-o produtor de bens materiais e bens espirituais? O que são os bens espirituais e como eles podem construir valor para a organização e as pessoas, fertilizando o clima organizacional para a felicidade, a criatividade e a inovação?

OBJETIVO E SINOPSE

O “Espírito Empreendedor” converge instinto, desejo e sonho. Alguns especialistas chamam-no de “instinto animal” do empresário ou empreendedor.

Porém, o “Espírito Empreendedor” precisa mais do que instinto, desejo e sonho. É necessário talento, estudo, visão, capacitação, disciplina e ética para detectar oportunidades, criar, inovar e realizar a “obra” com sustentação e responsabilidade social.

Esta palestra deseja mostrar como a crença, o poder, o olhar e a palavra (comunicação) se articulam entre si na formação e capacitação de um “Espírito Empreendedor” competente para a efetivação do sonho inspirador.

 

 


  VENDAS: COMO ACERTAR ERRANDO? - OS 10 ERROS QUE COMETI NO ATO DA VENDA E O QUE FIZ PARA DAR A VOLTA POR CIMA E VENCER

Vendas
  • Como se aprende mais em vendas com os acertos ou erros?
  • É possível para aqueles que vendem, sem saber, ao certo, a razão pela qual o fazem, voltarem a errar no processo da venda e deixarem de vender por força dos velhos hábitos?
  • A consciência do erro no processo da venda pode levar-nos à consciência do acerto, ou seja, de como se deve agir para vender, criando novos hábitos para o sucesso consciente?

OBJETIVO E SINOPSE

Após 20 anos atuando na área de vendas, é fácil encontrar pela vida antigos colegas e amigos da área. Alguns deles são, hoje, empresários, outros, empreendedores, palestrantes, escritores, consultores, etc.

Vendas é uma profissão que exige inspiração e talento. E digo talento de forma ampla, englobando técnica, capacitação e conhecimento. Guarde bem estas palavras: inspiração e talento.

Vejamos inspiração. Inspiração é sangue puro, brota de dentro, circula, oxigena, explode em vida. É vontade inata de crer, de acreditar, de ser e de poder. Não é apenas vontade de viver. É a atitude de mergulhar na realidade criativamente e de crer que se pode transformá-la.

Venda não diz respeito a “estar em” algum lugar, de qualquer jeito ou por falta de opção, mas, sim, a um estado de “Ser” ou a um estado de “Espírito”, inspiração e vontade para, a partir daí, desenvolver-se para “estar em” algum lugar vendendo, realizando, conquistando e vencendo.

Mas não se engane, apenas inspiração não basta. Ela é a ignição para desenvolver os talentos necessários para ser um bom profissional de vendas. E atenção! Não são poucos os talentos. Precisa de uma vida para tê-los desenvolvidos.

Dentre alguns talentos, cito:

  • Disciplina e planejamento;
  • Ser organizado e administrar o tempo;
  • Conhecer o produto, mercado e concorrência;
  • Saber ouvir sem preconceitos;
  • Saber perguntar certo na hora adequada;
  • Ser um estrategista;
  • Cuidar da própria imagem, pois vendemos primeiro a nossa imagem para conquistar confiança e depois o produto;
  • Perceber nas entrelinhas o que o cliente diz, afirma ou nega e qual a sua verdadeira intenção;
  • Ler muito para ter cultura global e genérica;
  • Estar pronto para receber, dentre 10 ‘sins’, 100 ‘nãos’ e não se abalar emocionalmente;
  • Magia no olhar e na comunicação;
  • Convicção e ética para conquistar credibilidade;
  • Enfrentar horas de entrevistas sem esmorecer;
  • Gostar de gente de toda espécie, igual ou diferente de si mesmo, sem preconceito, com habilidade para tratar com o melhor e o pior de cada cliente, encontrando um campo comum para o nivelamento da conversa e o fechamento da venda;
  • Pensar e argumentar logicamente;
  • Contra-argumentar para reverter negativas e vencer objeções até suar a camisa;
  • Resistir a pressões e automotivar-se por meio delas;
  • Saber a hora certa de fechar a venda;
  • Aprender a lidar com toda sorte de gerente de vendas e seu estilo de gestão;
  • Emocionar-se e emocionar o cliente, mas sem perder a polidez;
  • Vencer lutas diárias, pois a venda de ontem não responderá pela de hoje;
  • Saber perder; aprender com os erros; saber vencer; etc.

A cada talento ou habilidade desenvolvida na caminhada você gosta mais do que faz e, consequentemente, de você mesmo, envolvendo-se num ciclo apaixonante e virtuoso de descobertas, crescimento, desenvolvimento, erros, acertos, conquistas e vitórias.

E voltamos à frase dos meus velhos, mas tão jovens amigos profissionais de vendas: “No fundo, continuo vendedor. É o que eu sou, é o que eu gosto de fazer.”

A inspiração e o talento desenvolvem o que você é e o que potencialmente pode ser, dando gosto e prazer ao que faz.

Posto isto, diria que esta palestra tem, ao menos, três objetivos:

  1. Indicar caminhos para desenvolver inspiração e talento e tornar-se um vitorioso profissional de vendas.
  2. Destruir a maior mentira que há na profissão de vendas:  “vendedor aprende a vender vendendo” (César Frasão). Como se alguém aprendesse a nadar se jogando na água ou voar voando. O vendedor aprende a vender corrigindo-se, lendo, escrevendo, estudando, revendo, capacitando-se e observando o que fazem os melhores vendedores para serem campeões de vendas. E também praticando.

METODOLOGIA PARA A PALESTRA

Como metodologia para a palestra/curso, utilizarei algumas situações que vivi na minha carreira de profissional de vendas, mas não os acertos e sim os erros. Em alguns casos, os incríveis ‘foras’ que dei.

Por que a ênfase nos erros? O vendedor, se tiver atenção e disposição, aprende mais errando do que acertando. Muitos dos que conhecei acertavam, vendiam e não sabiam a razão. Depois, continuavam repetindo os velhos hábitos e erros e paravam de vender.

A ideia é mostrar os erros clássicos que cometi na minha experiência de vendas, o que fiz para aprender com eles e quais atitudes tomei para inspirar-me, reconhecer os erros, aprender, mudar, desenvolver, capacitar e dar a volta por cima para vencer na profissão. Venham comigo nesta aventura!

 

 


  ATENDIMENTO AO CLIENTE: COMO ATENDER BEM AO CLIENTE NO MUNDO DA DIFERENÇA, DA DIVERSIDADE E DA PERSONALIZAÇÃO?

Atendimento ao cliente
  • O que é atender bem ao cliente?
  • O atendimento ao cliente é uma técnica comportamental ou é mais do que isto?
  • É possível enxertar na relação com o cliente a afetividade?
  • Por que escolhemos um perfil de cliente para atender e não nos adaptamos com outro, normalmente um perfil bem diferente do que a gente é e gosta como pessoa?
  • Como atender bem clientes diferentes e contrastantes?
  • O que o choque entre as diferenças gera de bom para a empresa e como instrumentalizá-lo para o seu bem?
  • Como abrir-se para a diferença sem perder a identidade ou, mesmo, construir  outra, se necessário?
  • Quais os três diferenciais competitivos que as empresas precisam desenvolver no mundo global para construírem com os clientes, dos mais diversos, uma boa relação que culmine com a excelência e a fidelização no atendimento? 
  • Quais as cinco atitudes a serem desenvolvidas como diretriz comportamental para que os três diferenciais competitivos sejam implantados e o bom atendimento solidificado na organização?

OBJETIVO E SINOPSE

A palestra objetiva, primeiramente, elucidar TRÊS DIFERENCIAIS COMPETITIVOS que as empresas precisam desenvolver para construírem com os clientes uma relação que culmine com a excelência e a fidelização no atendimento.

Depois, delinearemos AS CINCO ATITUDES que, por meio do hábito, precisam ser implantadas como diretriz comportamental para que os três diferenciais competitivos se realizem e o bom atendimento seja solidificado na organização.

Para que o atendimento ao cliente tenha um bom desempenho, precisa combinar, pelo menos, dois fatores ou competências. Uma delas vincula-se ao campo relacional, a melhor maneira de relacionar-se e socializar-se com o outro, tema mais próximo da psicologia do que da técnica operacional ou científica; a outra, às competências técnicas, para identificar e solucionar problemas, neste caso mais o lado profissional-técnico que relacional, pois, embora envolva os dois fatores há a predominância do profissional, como, por exemplo, o conhecimento técnico do produto.

Sob esse prisma, vendas e atendimento ao cliente aproximam-se numa dependência mútua, porque ambos se constroem a partir da relação entre as pessoas, que é bela por excelência e difícil por natureza.

Que habilidades relacionais seriam essas para atender bem ao cliente? A primeira delas é gostar de gente e com afetividade.

As boas relações são um voo afetuoso do Eu para o Outro, quer seja Outro semelhante, quer seja diferente, a não ser que a outra pessoa exclua a si mesmo do afeto relacional que pretende incluí-la.

Uma boa relação arranca-nos de nós mesmos e do isolamento das nossas percepções do mundo e translada-nos para o outro e suas percepções da realidade, o que melhora a compreensão, a comunicação e as soluções rápidas e duráveis. Com isto, todas as percepções ampliam-se. Crescemos e amadurecemos como pessoa humana e nos relacionamos melhor.

Quais seriam, então, os TRÊS DIFERENCIAIS COMPETITIVOS e as CINCO ATITUDES BÁSICAS que, por meio de uma boa relação construída, precisam ser implantadas como diretriz comportamental para que o bom atendimento se solidifique na organização?

A palestra pretende elucidá-los com clareza e inovação.

 

 


  ATUALIDADES E CULTURA: O BRASIL E O MUNDO, DESAFIOS, TENDÊNCIAS E IDEIAS

Atualidades e Cultura

O impacto do universo empresarial, caracterizado pela sintonia entre a produção de bens e serviços, gerando e acumulando riquezas, e o desenvolvimento da alta tecnologia são tão contundentes que encontramos seu eco em todos os aspectos da vida humana.

A produção de bens e serviços em processos padronizados de controle da qualidade com alta tecnologia universalizou-se, criando a hipercompetitividade na esfera da tecnociência em um contexto de mercado mundial.

A síntese dessas trajetórias inseriu as pessoas num mundo em que o movimento e a mudança são a única constante e certeza, além de ter criado uma linguagem universal - a dos negócios - que aproximou culturas e pessoas que antes nem se comunicavam.

Essa nova realidade solicita um novo tipo de ser humano, altamente qualificado, para liderar empresas, organizações internacionais, educação e instituições em geral. Uma liderança habilitada a interpretar as trajetórias desse movimento e as possíveis novas sínteses para tomar decisões construtivas e evolutivas.

Para tanto, a compreensão do mundo numa perspectiva ampla, a partir de um arcabouço cultural livre de preconceitos, é fundamental para que o líder possa inserir-se no universo do trabalho global, lidando com culturas e costumes diversos, convivendo e otimizando as diferenças.

Esta palestra/curso pretende situar as lideranças diante das principais ideologias que movem o mundo do passado ao presente, entendendo que um dia elas já foram o futuro e que, agora, já se recolheram num passado próximo e, ao mesmo tempo, distante. Que futuro virá? Quem o fará?

Acreditamos que só com esses conhecimentos um profissional globalizado poderá transitar com sabedoria, de forma produtiva e responsável, no mercado de trabalho, entregando resultados e contribuindo para a construção de um mundo melhor.

 

 


  Olhe para você, inverta o espelho e transforme o mundo (motivacional)

Esta palestra objetiva despertar nas pessoas a convicção de que podem vencer obstáculos e dificuldades na vida, por eles se fortalecendo como instrumento de aprendizagem.
Para tanto, é necessário repensar poderes, crenças, olhares e palavras, pois é por meio deles que construímos nossa espiritualidade individual e coletiva, dando significados ao nosso mundo e realidades secretas.
Isto permitirá uma nova compreensão de nós mesmos, invertendo no espelho a antiga imagem cristalizada, sem nostalgia do passado, sem medo do futuro, abraçando o presente e alargando o campo de experiência para a construção de instantes evolutivos.
Dessa forma, descobriremos possibilidades até então desconhecidas e o enorme prazer de sermos nós mesmos, distinguindo com mais sutileza a diferença entre sonho, realidade e ilusão.

 

  Espiritualidade e educação - (para educadores)



Temas propostos:

“A Crença, o Poder, o Olhar e a Palavra na vida do educador.”

“A arte criativa de produzir bens espirituais na educação.”

Questões conceituais:

  1. Como desenvolver uma equilibrada crença em si, no outro, nas instituições e no projeto educacional, para que o plano pedagógico alcance seus objetivos?

  2. Como se beneficiar do legítimo poder e autoridade, convergindo o alunado para a aprendizagem, por meio da diversidade, da diferenciação e do mérito, humanizando as relações ao tempo em que se alcança o resultado pedagógico proposto?

  3. Como utilizar o olhar para ampliar horizontes na busca de caminhos e soluções pedagógicas num clima institucional saudável para a aprendizagem e o exercício da afetividade?

  4. Como elaborar palavras que articulam, esclarecem e formam o “espírito” da relação “professor / aluno / instituição escolar”, trazendo confiança, disciplina e cooperação?

  5. O que é a espiritualidade humana enquanto fenômeno fundamentalmente humano e como aplicá-la na educação como força produtora de bens espirituais?

  6. Como preparar os alunos a distinguirem a diferença entre os bens materiais e os bens espirituais e quais impulsos devem ser desenvolvidos desde a infância, para que se tornem aptos a produzirem os bens espirituais?

  7. Como inspirar no alunado a substituição equilibrada dos impulsos possessivos e excludentes, pelos impulsos construtivos de compartilhar e incluir o outro com afeto apesar das diferenças?

 

 
 

  A vida como naufrágio e travessia (para adolescentes)

Muitos adolescentes não estão preparados para enfrentar os problemas que a vida inesperadamente proporciona ou,  mesmo, aqueles que eles mesmos produzem por falta de maturidade.
Em meio a naufrágios existenciais e psicológicos, alguns conseguem realizar a travessia na vida e escapam do pior, porém, ficam seqüelas.
Outros, infelizmente, naufragam comprometendo o futuro e a vida saudável. Evitando otimismos e pessimismos irresponsáveis, esta palestra, inspirada no pensamento do filósofo Nietzsche, pretende mostrar que a vida se caracteriza por subseqüentes naufrágios e travessias.
E mais: Normalmente, a travessia dá-se no deserto em meio a uma triste solidão. Uma perda, a separação dos pais, morte, decepção, exclusão de um grupo, inadequação ao padrão de beleza, um rótulo degradante, as agressividades sofridas, angústia do vestibular, repetência, rejeição, dúvida quanto à profissão e tantas outras dificuldades do cotidiano juvenil. Apesar da possibilidade do naufrágio, a travessia pode e deve ser feita. E, quando transposta, diferenciamo-nos para a aprendizagem evolutiva, caminho único para a maturidade.
Mas é preciso que nos preparemos para a travessia, revendo nossas crenças, poderes, olhares e palavras. Nessa revisão, abre-se espaço para um novo encontro conosco, reconstruindo um novo olhar sobre a vida.
Como elemento inspirador de superação, utilizaremos alguns exemplos de pessoas que, em meio ao naufrágio real, realizaram a travessia, destacando que, mesmo no deserto, encontraram uma mão que as ajudou a transpor a tormenta até as águas calmas e tranqüilas do rio da vida. Reconhecer essa mão amiga é um ato de carinho e amor.


  Uma proposta de caminho (para adolescentes)

A educação submeteu-se aos mecanismos e regras do mercado, ou seja, antes de formar cidadãos, ela prepara especialistas, tecnólogos, cientistas, burocratas.
A família, também implicada no universo do trabalho, acaba por “terceirizar” a educação dos filhos, sobrecarregando a escola e os educadores.
Os filhos, por sua vez, ficam à mercê de uma roda que gira incessantemente, sem compreender para onde suas vidas rumam.
Com isto, corremos o risco de vermos gerações perderem o olhar afetivo que se identifica com a dor do outro. Sem esse olhar os adolescentes respondem ao mundo de forma tirânica, individualista e agressiva, desenvolvendo crenças discriminatórias e excludentes, que lacram o espaço para a afetividade. 
O preço é a perda dos valores civilizatórios construídos durante milênios. Sem eles, o futuro esvaece.
A proposta de caminho apresentada nesta palestra/curso está em prepará-los para produzirem também bens espirituais e não apenas as competências técnicas para a produção de bens materiais.
Será na distinção entre bens materiais e bens espirituais que migraremos de um tipo de ser humano para outro.
A produção de bens espirituais exige o compartilhar, que inclui o outro com afeto, seja ele quem for, na perspectiva da felicidade e posse coletivas, que cria o hábito de pensar no bem comum, equilibrando-o com o interesse individual.
Do ventre da produção dos bens espirituais nasce um ser humano mais evoluído, menos egoísta e apto a identificar-se com o outro de forma mais alargada. A reverência é filha do afeto que inibe a indiferença.
Dessa maneira, renasce um novo elo entre as pessoas, condição para a evolução da nossa espécie e sobrevivência do nosso planeta.