SUMÁRIO
 

PARTE I – O QUE É A ESPIRITUALIDADE HUMANA

I - Trabalho, Espiritualidade e Cultura.

II - Bens Materiais e Bens Espirituais: A Primeira Diferença.

III - Bens Materiais e Bens Espirituais: A Segunda e Terceira Diferenças.

IV - O que os Bens Espirituais Produzem nas Pessoas: A Festa de Babette.

V - Os Quatro Elementos que Formam a Espiritualidade Humana.

VI - A Espiritualidade e o Olhar.

VII - A Espiritualidade e a Palavra.

PARTE II – A GESTÃO ESPIRITUAL

VIII - A Espiritualidade nas Organizações Empresariais.

IX - O Estudo de um Caso Empresarial.

X - As Sete Competências para Transformar Espiritualmente uma Empresa.

XI - O Balanço Espiritual dos Líderes de uma Organização.

XII - A Espiritualidade e o Atendimento ao Cliente.

XIII - Cinco Atitudes de Afeto para um Bom Atendimento ao Cliente.

XIV - A Função do Olhar na Formação do Clima Organizacional.

XV - A Gestão Espiritual: Inclusão, Demissões e Rigor Empresarial.

XVI - Reconhecendo a Polaridade da Espiritualidade de uma Empresa.

XVII - Os Desafios do Século para as Organizações empresariais.

PARTE III – ESPIRITUALIDADE: PRINCÍPIOS E RESULTADOS

XVIII - Espiritualidade e Educação.

XIX - A Espiritualidade e a Beleza Humana.

XX - Conclusão: O Bem e o Mal.

XXI - Apêndice – Uma História de Espiritualidade: Um Amigo Chamado Tejon.

 
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INTRODUÇÃO
 

O impacto do universo empresarial, caracterizado pela sintonia entre a produção de bens e serviços, gerando e acumulando riquezas, e o desenvolvimento da alta tecnologia são tão contundentes, que encontramos seu eco em todos os aspectos da vida humana.
Encontramos esse eco na família, na religião, nos costumes, nos projetos individuais e coletivos de vida, na organização dos Estados nacionais, nos valores e crenças, na ética, nos padrões de felicidade e infelicidade, no conceito de liberdade e virtude, nos sonhos e angústias, nas novas doenças (tais como o estresse e a síndrome do pânico), na igrejas e seus discursos, nas ONGs, nos movimentos sociais reivindicatórios, nos sindicatos em geral, nos círculos empresariais, na educação e instrução, na linguagem, no direito e na ordem jurídica, na inclusão e exclusão de coisas e pessoas.
A produção de bens e serviços em processos padronizados de controle da qualidade com alta tecnologia se universalizaram, criando a hipercompetitividade na esfera da tecnociência em um contexto de mercado global e mundial.
A síntese dessas trajetórias inseriu todos nós num mundo em que o movimento e a mudança são a única constante e certeza. Além de ter criado uma linguagem universal - a dos negócios - que aproximou culturas e pessoas que antes nem se comunicavam.
Essa nova realidade solicita um novo tipo de ser humano que interprete as trajetórias desse movimento e as possíveis novas sínteses para tomar decisões, ou seja:

Seres humanos mais abertos e flexíveis; menos padronizados e mecanizados; mais críticos e menos dogmáticos; com iniciativa e doses equilibradas de rebeldia responsável; menos problemáticos e mais criativos; atentos para detectar problemas e encontrar soluções estratégicas; que saibam se relacionar com o outro e sejam ambientados com a diferença; resistentes à pressão e obstinados por metas e resultados; construtores de um clima organizacional estimulante e seguros para tomar decisões; felizes e solidários; abertos para a compreensão que ao construir-se a si mesmo constrói-se o planeta.

Ora, na medida em que as pessoas são o que são, também por causa do meio no qual se formam, estamos diante de um impasse. Precisamos de um novo ser humano para esse mundo que se abre com o novo milênio, porém, os ecos que encontramos nas várias partes que sofreram e sofrem o impacto do mundo empresarial, ecoam, ainda, modelos de gestão antigos e ultrapassados, baseados na padronização comportamental, uniformização, obediência, autoridade excessiva, autoritarismo, cumprimento de tarefas e rotinas, a mecanização de tudo que é humano, a centralização hierárquica e de poder, mais produção e produtividade, menos inspiração e vida, o silêncio, e a maldade.
Ou seja, nem as empresas nem a sociedade em geral estão preparadas a serem o ventre fértil para que nasça esse novo ser humano que a gestão de pessoas e a modernidade empresarial tanto solicitam.
Nossa tese é que a espiritualidade humana aplicada na gestão tem um papel fundamental para esse parto. Entretanto, as questões que obviamente se impõem antes são as seguintes:

  1. O que é a espiritualidade humana?
  2. Qual a sua origem e contorno?
  3. Como ela se estrutura na humanidade e na vida de cada um de nós?
  4. O que ela gera em quem a exercita e sobre quem ela recai?
  5. Seria ela algo de outro mundo ou humana, demasiadamente humana, gestada e construída por nós mesmos?

Nesse livro abordaremos a espiritualidade como um fenômeno fundamentalmente humano, sendo possível caracterizar sua origem e seus fundamentos, isto é, o seu jeito de “ser” e de acontecer na vida das pessoas e das organizações.
A espiritualidade é algo poderoso que aconteceu na espécie humana e estrutura a relação “Eu” x “Outro”, seja para o bem, seja para o mal, portanto, o exercício individual da espiritualidade nos vincula necessariamente ao outro, constituindo-se como um elo espiritual que funda a coletividade humana.
Uma vez caracterizados os contornos da espiritualidade humana, poderemos aplicá-la como bússola na gestão de pessoas em organizações empresariais, instituições, famílias, relacionamentos, escolas e faculdades e na nossa própria vida individual.
Nossa esperança é contribuir para estabelecer nesses ambientes uma espiritualidade positiva e transformadora, vinculada às trajetórias evolutivas da vida, auxiliando empresas, líderes e educadores a compreenderem e exercerem a Gestão Espiritual.
Executando a Gestão Espiritual, as empresas se tornarão mais preparadas tanto para os desafios do milênio, quanto para ampliarem seus ecos e campo de influência positivamente na sociedade, melhorando-a.
Pois o “Espírito” como algo construído por nós mesmos é anterior ao sonho, ao negócio, à marca, ao estilo de liderança e, conseqüentemente, ao formato da gestão empresarial.
Compreender como a espiritualidade se forma é compreender os elementos constitutivos da realidade fundamentadora e gestora do negócio. E com isso detectarmos as trajetórias reais nas quais a gestão se dirige e, por ventura, os novos rumos que deve tomar.
Sem esse balanço espiritual, dificilmente a empresa entenderá quem é, para onde está indo e para onde pode ir.

Este livro será subdividido em três partes. Na primeira, constituída de sete capítulos, iremos definir a espiritualidade como um fenômeno fundamentalmente humano, passível de ser detectada, compreendida e aplicada.
Na segunda parte, com 10 capítulos, iremos aplicar a espiritualidade nas organizações empresariais no sentido de entendermos o que é a Gestão Espiritual e qual a sua aplicabilidade em vários temas concernentes ao universo empresarial.
E a terceira parte, composta de três capítulos, mostraremos quais princípios básicos e impulsos fundamentais devem ser plantados e ensinados na educação infantil, formando desde cedo pessoas e líderes prontos a exercitarem, quando adultos, a espiritualidade em sua forma plena.
E finalizaremos com um apêndice ilustrativo sobre a vida e a espiritualidade de um bom amigo, o Sr. José Luiz Tejon Megido, diretor geral da empresa OESP Mídia Direta, do Grupo O Estado de São Paulo, professor de pós-graduação e MBA da ESPM e da Fundação Getúlio Vargas, escritor, conferencista e palestrante.

 
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REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

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